O governo do presidente Lula solicitou ao Supremo Tribunal Federal (STF) a suspensão de todas as decisões judiciais que obrigam o INSS a restituir valores descontados indevidamente de beneficiários vítimas de fraudes previdenciárias. O pedido foi apresentado pela Advocacia-Geral da União (AGU), que também requer:
- A suspensão dos prazos de prescrição dessas ações;
- A abertura de crédito extraordinário para garantir os ressarcimentos de forma célere.
Segundo a AGU, a situação é marcada por imprevisibilidade e por um volume crescente de ações judiciais com interpretações conflitantes, o que compromete a construção de um modelo de restituição ágil e seguro.
Principais pontos da manifestação da AGU:
- Conflito de decisões judiciais: Há divergências nos critérios sobre a responsabilidade do Estado e o alcance das indenizações.
- Judicialização em massa: O governo alega que o Judiciário está sendo sobrecarregado por ações diversas, inclusive com indícios de litigância abusiva, o que agrava a situação dos aposentados e ameaça a sustentabilidade da previdência.
- Busca por solução administrativa: O governo afirma que está tomando providências para bloquear bens de fraudadores e estabelecer mecanismos eficazes de reparação às vítimas, mas pede supervisão unificada do STF para evitar o colapso do sistema.
Contexto adicional:
O Partido Progressistas (PP) ajuizou uma ação no STF exigindo a restituição imediata dos valores descontados indevidamente dos segurados e a indicação clara da fonte de custeio desses ressarcimentos. A AGU, em contrapartida, argumenta que decisões judiciais isoladas podem comprometer a segurança jurídica e propõe que a questão seja tratada como tema de repercussão geral, permitindo uma padronização nacional da resposta jurídica ao problema.
Essa medida demonstra a preocupação do governo com os impactos financeiros, operacionais e jurídicos da crise provocada pelas fraudes no INSS, além de tentar controlar o dano à confiança pública no sistema previdenciário.