Apoiadores de Bolsonaro buscam aprovar tramitação acelerada para levar o assunto diretamente ao plenário; grupo aliado de Lula quer barrar a iniciativa. Motta, que contou com respaldo dos dois blocos, ainda não definiu um posicionamento.
Integrantes do legislativo que fazem oposição à administração de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) estiveram nesta terça-feira (1º) com o dirigente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), em mais uma tentativa de avançar o projeto que concede isenção de penalidade aos envolvidos nos eventos de 8 de janeiro de 2023.
O representante do PL na Casa, Sóstenes Cavalcante (RJ), e o primeiro vice-presidente da Câmara, Altineu Côrtes (RJ), chegaram à residência oficial de Motta antes do meio-dia.
Eles, assim como outros membros do parlamento, buscam persuadir Motta a reunir outros chefes de bancada e do bloco intermediário para debater o andamento da proposta na Casa – e a possibilidade de encaminhar o tema à votação geral o mais rápido possível.
“Ele [Hugo Motta] está dialogando com os demais dirigentes para tomar uma decisão. Enquanto isso, o PL continuará dificultando as votações”, declarou Sóstenes por mensagem ao sair do encontro.
De acordo com o representante do partido, Motta não estabeleceu um prazo para definir os próximos passos da matéria.
Hugo Motta contou com suporte tanto do grupo governista quanto dos adversários políticos na disputa pela chefia da Câmara, no começo do ano. Na discussão sobre a isenção penal, ambos os blocos mencionam esse apoio para justificar suas estratégias.